(Luiz Ruffato, Eles Eram Muitos Cavalos, Cena #30, p. 64)
Ruiz Ruffato escreveu este livro sobre a cidade de São Paulo dando uma descrição que é algo muito difícil sendo que a cidade é composta de milhares de pessoas, prédios, carros, ônibus, animais, etc. Não é possível pegar uma perspectiva omnisciente e real somente vendo os acontecimentos, afazeres, relacionamentos, pensamentos de poucas pessoas. Então, Luiz emprega 68 cenas que descreve, por exemplo, uma pessoa ou grupo de pessoas, uma lugar, algumas animais, uma santa, uma carta ou alguns recados de uma maquina de atendimento de dar perspectivas diferentes em como é a realidade de viver em São Paulo, ou o que composta esta cidade. Algumas críticas descrevam o livro como um caleidoscópio e um mosaico, dependendo da maneira de ver é possível de ver algo differente, mas então tudo forma uma pintura por completa.
Na cena #30 um velho está lavando as mãos dele e fala, mas ninguém escuta e se escuta nem responde. Apesar de estar num lugar público ele está realmente sozinho. Isso mostra a solidão da cidade. A uma cidade de milhares de pessoas, mas ninguém conhece o vizinho. Todos são mais preocupados com as vidas próprias. A frase que diz, cada pessoa por se própria. Como é dito, "a cortina escura do horizonte", ninguém vê uma outra pessoa porque é cega, não fisicamente, mas de amizade e de união com os outros. Ainda mais, não há esforço em mudar dessa solidão. Ironicamente, apesar do fato que é possível a ver pessoas ao seu redor, não há pessoas perto da coração.
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